Buscar
  • radioregionalfm20

CadÚnico: Coronel João Sá está entre os municípios com mais famílias na pobreza ou extrema pobreza

Atualizado: 30 de mai.

Cidade tem cerca de 90,19%das pessoas com renda mínima de R$ 105,00 por membro da família



A cidade de Coronel João Sá, na região de Sítio do quinto, têm mais de 90% da população em situação de pobreza e extrema pobreza no Cadastro Único (CadÚnico).

Pelo menos é o que aponta um levantamento da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia.


O governo federal classifica como extrema pobreza quando a renda familiar é de até R$ 105 por pessoa, também chamada de renda per capita. Já a pobreza é considerada quando a famílias tem renda entre R$ 105,01 e R$ 210. Esses valores foram estabelecidos no mês de março, em decreto presidencial.


Os dados do Cadastro Único, referentes a fevereiro deste ano, apontam que a Bahia tem 8.635.007 pessoas cadastradas. Do total, 5.759.234 estão em situação de extrema pobreza e 608.442 em situação de pobreza.


Em 2022, os municípios com maior porcentagem de pessoas cadastradas em situação de extrema pobreza e pobreza (renda per capita entre zero a 210 reais - Decreto 10.852, de 8 de novembro de 2021), são:

Rodelas, Cairiu, Coronel João Sá, Antônio Cardoso e Coração de Maria.


O município de Coronel João Sá aparece na terceira colocação nesse ranking com um Total de pessoas cadastradas de 13.574 - Pessoas em pobreza e extrema pobreza: 12.242 (90,19%); A pior situação é em Rodelas com 92,08%.


"O CadÚnico consegue fazer um mapa representativo de pessoas vulneráveis, mesmo ele sendo auto declaratório. Lá a gente faz perguntas sobre qual tipo de acessos a serviços públicos que ela tem, acesso ao mercado de trabalho e escolaridade", disse o coordenador do Bolsa Família, na SJDHDS da Bahia, Jaimilton Fernandes.



No questionário para o cadastramento, os funcionários da Assistência Social também perguntam sobre questões de saneamento básico, encanamento de água, coleta de lixo e energia elétrica

.

Para ele, o fim do auxílio emergencial contribuiu para que muitas pessoas entrassem na lista do Cadúnico.


"Infelizmente o salário mínimo, o real, perdeu o poder de compra. A inflação acaba consumindo boa parte do poder de compra das famílias", diz Fernandes.

O gestor conta ainda que, entre os cadastrados, a Bahia tem mais famílias que recebem o Auxílio Brasil do que pessoas que estão com a carteira de trabalho assinada.