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Com novo aumento, gasolina passa dos R$ 6,00 em Cícero Dantas; confira os preços


A equipe de reportagem da Rádio Regional pesquisou os preços de 8 postos de combustíveis da cidade




Em Cícero Dantas (BA), tem motorista ou motociclista pagando mais de 6 reais no litro da gasolina.


Há cerca de duas semanas, a Petrobras reajustou o preço do combustível nas refinarias em cerca de 3,5%, elevando o valor médio cobrado a 2,78 reais/litro.


O preço mais caro nas refinarias já reflete nas bombas.


Etanol também registrou forte alta nas bombas. Em uma pesquisa rápida realizada nesta quinta-feira (26), pela reportagem da Rádio Regional , o motorista pagou, em média, R$ 4,99 pelo litro do etanol. A nossa equipe fez a pesquisa em 8 postos de combustíveis da cidade. O preço do etanol mais em conta foi de R$ 4,94, e o mais caro está por R$ 5,35 o litro.


O preço da gasolina também teve alta. Nesse mesmo levantamento, o litro do combustível mais barato está custando R$ 5,89, e o mais caro R$ 6,10.


Já o combustível usado nos caminhões - o diesel mais caro está sendo vendido a R$ 4,89 e mais em conta pode ser encontrado aqui na cidade por R$ 4,79 o litro.


Na média nacional, a gasolina custou, na semana passada R$ 5,96, 9 centavos a mais do que os R$ 5,87 cobrados, na média, na semana imediatamente anterior.


Mas como são formados os preços da gasolina e do diesel?


Como a Petrobras é dominante no mercado, a influência do preço da gasolina e do diesel começa com a empresa, mas também há a venda de empresas privadas. O diesel sofre ainda mais influência, por conta do peso do petróleo na composição.


Além de impostos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide), a diferença entre os preços das refinarias para o preço cobrado do consumidor sofre influência dos lucros do produtor ou importador, custo do etanol anidro (no caso da gasolina) e do biodiesel (no caso do diesel) e margens do distribuidor e revendedor.


O diesel tem a maior influência da Petrobras sobre a formação dos preços. A porção de realização (fatia que fica com a Petrobras) da empresa no preço é de 47%, quase metade do que o consumidor encontra da bomba.


Os impostos são a segunda maior fatia, com 23% do preço. Há, contudo, uma divisão entre tributos federais e estaduais. O ICMS, da unidade federativa, é maior, com 14%. Cide, PIS e Cofins têm uma mordida de 9%.


A cadeia de distribuição e os revendedores ficam com 16% do valor pago, terceira maior porção do preço.


Por último, há também influência do biodiesel. Atualmente, é necessária uma mistura mínima ao diesel mineral em proporção de 12% pelas distribuidoras, segundo a Petrobras. Em 2023, essa parcela deve chegar a 15%.


A gasolina vendida nos postos é uma mistura entre gasolina e etanol anidro. A divisão é de 73% e 27%, respectivamente. Como o diesel, incidem os impostos e lucro de distribuição e revenda no preço final.


A maior fatia do preço da gasolina é formada por impostos. Somados, o ICMS, o PIS/Pasep e Cofins somam 44% do valor final, sendo 29% para o primeiro e 15% para os demais. O que fica para a Petrobras (a realização ) são 29% do preço final.


Na sequência, entra o etanol anidro – representa 15% do valor final. O lucro das distribuidoras e revendedoras é de 12%.



Redação: Romário Santos


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