Cresce a violência de gênero na internet: 73% das mulheres já testemunharam comunicação agressiva online
- radioregionalfm20
- há 1 dia
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A violência de gênero que acontece por meio da internet, aplicativos e redes sociais é um problema ainda pouco notificado e pouco debatido no Brasil.
No entanto, casos de perseguição online, vazamento de conteúdo íntimo e assédio virtual, por exemplo, têm se tornado cada vez mais frequentes.
E esses são apenas alguns dos muitos tipos de violência digital cometidos contra as mulheres, como afirma a advogada e presidente em exercício da OAB-SP, Daniela MagalhãesDe acordo com Daniela, o tema é motivo de atenção e preocupação da Ordem paulista que, por meio da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial, desenvolve o projeto Valquírias Digitais.
Recentemente, o grupo conduziu uma pesquisa sobre o tema para entender melhor o cenário atual e buscar caminhos para combater esse tipo de violência.
O levantamento contou com a participação de pouco mais de 7.400 profissionais do Direito de todo o Brasil e, de acordo com Daniela Magalhães, os resultados evidenciaram a urgência do assunto:
A presidente em exercício da OAB SP lembra que a legislação brasileira já tem alguns instrumentos que podem ser usados para amparara as vítimas de violência digital de gênero, como a Lei Maria da Penha, a Lei Carolina Dieckmann e a Lei do Stalking, por exemplo.
Por isso, quem sofre ou presencia esse tipo de crime deve denunciar.
Um dos principais canais de denúncias é a Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180; emergências também podem ser denunciadas à Polícia Militar, no 190. Outra opção é ligar 197, o telefone da Polícia Civil, que pode direcionar as vítimas às delegacias especializadas em crimes cibernéticos.







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